Do casco ao caco
“O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: — o da imaturidade.- Nelson Rodrigues”
Sim, foi assim, nem menos e nem mais: me apaixonei.
Não foi sedução ou destino, não foi um equivoco e nem mesmo “educado para”, foi assim, de cara.
Sem delongar, passei por ela, estava lá como sempre esteve, ao alcance do olhar, não foi carência ou birra, foi sincero.
Do grito sem malícia com insuficiente néctar alcoólico, atender ao chamado e ver entre os cascos meio vazios, meio cheios, a mesma sinceridade carregada de “nada-de-mais”.
Não sei e nem sei se vou saber o porque da repetição de tanto: “não sei”, evidenciando não sei o que, que estava lá como sempre esteve.
Confuso e solitário, horas ao fio, mas a dialética não vai me dar nada, só poesia, por isso afirmo: me apaixonei.
A implicância revela, do jogo de empurra-empurra ao gato-e-ao-rato, é dar cor e do cheiro de que: me apaixonei.
Por que deixar o demônio no exílio do porão? Deixa sair, deixa estar, sei cuidar do que não posso tocar, não fecho os olhos, deixo bater na cara, é assim com todo mundo.
Não há o que pedir perdão, não é nada louco porque não sei dizer, é tudo são, pois não sei dizer, vem, irá bater.
É bonito por ser, não por êxito, não é para acontecer, pois não precisa, aconteceu: me apaixonei.
Deixa, mesmo que se perca, abrigo-me-em-mim, é bem por ai.
Não é por estar só, nunca estamos sós, sempre estamos só, não é uma medida entre ganhar e perder, é sincero: me apaixonei.
Não é pelo o Flamengo ir do mais cheio ao mais vazio, não é mais o quatro-três-dois laranja, é meu peito que deveria estar, não sei: eu me apaixonei.
O dia vem vindo e ainda não falei, nem falarei, nem agora e nem depois, não tem o que se falar, pois é isso e é simples.
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Dois ou três remédios pra cura enxaqueca;
- Três a quatro cabeças sempre quebram na curva da serra -
Alguns pensamentos que não me deixam dormir;
Seis a sete perigos me restam pra sair desse ônibus.
Três são as razões pra se chegar logo.
Uma é a razão pra se querer ir longe.
- Três a quatro cabeças sempre quebram na curva da serra -
Alguns pensamentos que não me deixam dormir;
Seis a sete perigos me restam pra sair desse ônibus.
Três são as razões pra se chegar logo.
Uma é a razão pra se querer ir longe.
quarta-feira, 1 de Abril de 2009
domingo, 22 de Fevereiro de 2009
De noite, na cama, eu fico pensando...
...será que um dia, ainda nessa vida, eu encontrarei alguém que ache tão tentador como eu deitar numa cama para ler um bom livro após um dia forte de sol e meia diversão?
Por que o carnaval precisa das vinte e quatro horas?
O silêncio me indica que meu tempo passou.
Que minha escola atravessou.
E que a fantasia não ficou pronta.
É mais um ano sem desfilar.
Castigo adquirido desde nascido.
Solidão em plena noite de folia é assim.
Quando se menos espera ela manda avisar que o carnaval é cruel pra quem não sabe namorar.
Por que o carnaval precisa das vinte e quatro horas?
O silêncio me indica que meu tempo passou.
Que minha escola atravessou.
E que a fantasia não ficou pronta.
É mais um ano sem desfilar.
Castigo adquirido desde nascido.
Solidão em plena noite de folia é assim.
Quando se menos espera ela manda avisar que o carnaval é cruel pra quem não sabe namorar.
sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
poema de carnaval
"os olhos bonitos do mendigo
vendo o mundo sob calcanhares
eu sinto cheiro de lixo e caos
passa por mim o amor de mãos dadas entre iguais
num farfalhar de gente alegre, esquecida, animada, entorpecida
a confusão organiza
e congela todas as buzinas
aflitas
sem mais
eu cruzo praças
ajeito o vestido
ponho uma flor no cabelo
um penduricalho no tornozelo
e corro atrás do meu bloco
porque não é todo dia
que minha cidade para
pra ver o carnaval passar"
vendo o mundo sob calcanhares
eu sinto cheiro de lixo e caos
passa por mim o amor de mãos dadas entre iguais
num farfalhar de gente alegre, esquecida, animada, entorpecida
a confusão organiza
e congela todas as buzinas
aflitas
sem mais
eu cruzo praças
ajeito o vestido
ponho uma flor no cabelo
um penduricalho no tornozelo
e corro atrás do meu bloco
porque não é todo dia
que minha cidade para
pra ver o carnaval passar"
domingo, 8 de Fevereiro de 2009
O porquê te move
Ora,
por que não?
Por quê?
Nada...
Por....tudo
que....não.
Mais,
?........pode
.................sempre...
Por quê?
Mas,
por que
o não?
Ou, melhor,
Se não
...há ..o não,
..então, por
que... o por
que ......não?
por que não?
Por quê?
Nada...
Por....tudo
que....não.
Mais,
?........pode
.................sempre...
Por quê?
Mas,
por que
o não?
Ou, melhor,
Se não
...há ..o não,
..então, por
que... o por
que ......não?
...ou melhor...
Bem, em tudo que vejo, supõe-se que será e já se é como se fosse...
Cansei de aguar em futuras verdades,
já quase mentiras...
Previsão pra mim é: "se o tempo não mudar, amanhã será como
me foi o hoje"!
E,
com um pouco de esforço, virá
melhor!
Cansei de aguar em futuras verdades,
já quase mentiras...
Previsão pra mim é: "se o tempo não mudar, amanhã será como
me foi o hoje"!
E,
com um pouco de esforço, virá
melhor!
segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
Escafandrices
Eu vejo toda essa gente
Visitando diversos mundos por aí
E me pergunto
O que faço eu
Vivendo nessa roupa apertada que não me cabe
Entre essas paredes grossas me enclausuram
E com toda essa liberdade irritante
Que teima em não me levar a lugar nenhum
Visitando diversos mundos por aí
E me pergunto
O que faço eu
Vivendo nessa roupa apertada que não me cabe
Entre essas paredes grossas me enclausuram
E com toda essa liberdade irritante
Que teima em não me levar a lugar nenhum
quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
Imundo, errado,
vencido, derrubado.
Um peito embaraçado,
estabulado numa baia fétida.
Sem asseio,
Sem faxina,
confissão ou assepsia.
Só o cheiro de estrume que se mistura
Com a vontade de não.
Me sinto exausto,
acabado,
um bagaço do velho ano;
e, potencialmente,
apto a ser
O berço do eterno.
vencido, derrubado.
Um peito embaraçado,
estabulado numa baia fétida.
Sem asseio,
Sem faxina,
confissão ou assepsia.
Só o cheiro de estrume que se mistura
Com a vontade de não.
Me sinto exausto,
acabado,
um bagaço do velho ano;
e, potencialmente,
apto a ser
O berço do eterno.
terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Mar adentro
Há um mar dentro de mim
E ele me causa medo.
Suas profundezas são escuras e misteriosas.
Há um mar revolto dentro de mim
E suas investidas me assustam.
Descobri que há um mar revolto dentro de mim.
Há um mar dentro de mim
E ele me traz alimento.
Suas riquezas são sustento de minha alma.
Há um rico mar dentro de mim
E seus frutos me fortalecem.
Descobri que há um rico mar dentro de mim.
Há um mar dentro de mim
E ele me provoca alegria.
Suas ondas são brincadeiras e cócegas.
Há um mar encantado dentro de mim
E seus ritmos me fazem ser de novo criança.
Descobri que há um mar encantado dentro de mim.
E ele me causa medo.
Suas profundezas são escuras e misteriosas.
Há um mar revolto dentro de mim
E suas investidas me assustam.
Descobri que há um mar revolto dentro de mim.
Há um mar dentro de mim
E ele me traz alimento.
Suas riquezas são sustento de minha alma.
Há um rico mar dentro de mim
E seus frutos me fortalecem.
Descobri que há um rico mar dentro de mim.
Há um mar dentro de mim
E ele me provoca alegria.
Suas ondas são brincadeiras e cócegas.
Há um mar encantado dentro de mim
E seus ritmos me fazem ser de novo criança.
Descobri que há um mar encantado dentro de mim.
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